Finalmente o servidor gráfico Xorg vai ter suporte nativo multitouch !
Isso abre toda uma gama de possibilidades de interface para os usuários da plataforma. A distro usada foi o fedora 12 com xorg 1.7 e kernel 2.6.31 :)
O gentoo fez 10 anos, e para comemorar foi lançado uma versão comemorativa turbinada da distro, contendo :
Um presentão para todos os fans da distro, baixe a sua.
baixe aqui
Voltando a programação normal ... Sevidor upgradeado com sucesso :)
Firewire é mais comum que se imagina, quase todos notebooks tem ao menos a versão pequena dessa porta, e pode trafegar dados à 400 Mb/s ou 800 Mb/s. E diferente do USB que nominalmente transfere 480Mb/s as taxas do firewire se mantem mesmo quando existem dados trafegando nas duas direções, ou seja , full duplex :)

O que poucos sabem é que o linux possui um módulo capaz de transformar conexões firewire em conexões de rede ethernet, com a vantagem dela ser mais rápida que uma placa de rede de 100 Mb/s.
O processo é simples :
modprobe eth1394
Agora confira se tudo deu certo usando ifconfig, um novo device de rede deve aparecer, algo como eth1. Então é só configurar a rede normalmente. Eu mesmo durante um bom tempo tive uma rede doméstica baseada em firewire, é bem legal quando se trafega dados pesados entre uma máquina e outra, o problema é o preço dos cabos firewire, o tamanho e a falta de flexibilidade, mas é uma boa saída para emergências.
O linuxmafia como todo bom blog sobre linux tem que escolher uma distribuição para abraçar, e por aqui escolhemos slackware por ser uma distribuição super didática, estável como uma rocha e flexivel, caindo bem em máquinas antigas tanto quanto novas.
Existem dezenas de repositórios comunitarios como o linuxpackages , Saravá ou os scripts do slackbuild.org, o nosso é o primeiro a usar o sistema git.

Para usar nosso repositório, você vai precisar do programa git, que esta no DVD do slackware ou em seus mirrors on-line, basta abrir o terminal e digitar :
git clone git://github.com/liquuid/linuxmafia-slackbuilds.git
Isso vai criar o diretório linuxmafia-slackbuilds , dentro dele existem diretórios com os patchs e slackbuilds , basta executar o script .SlackBuild desejado e aguardar o pacote ser criado em /tmp.
Depois, para receber os scripts novos e atualizados basta fazer :
git pull
Seja feliz :)
Você acha que XFCE é solução para máquina velha ? Pense de novo.
LXDE é um ambiente gráfico realmente rápido e leve, com um excelente gerenciador de arquivos e ferramentas. Não demorou muito e alguém percebeu que seria uma boa criar uma distribuição linux baseada nele, dai veio o Lubuntu, o casamento entre o LXDE e o ubuntu.
Vou tentar descrever como eu enxergo esse "mercado" de distros linux de acordo com niveis de dificuldade de configuração.
Mamão com açucar :
OpenSuse -- Pra quem não quer abrir o terminal, pode remover o terminal se quiser, todas as configurações tem interface gráfica até as mais complicadas como configurações do kernel, dual head, placa de captura, vpn etc...
Mandriva -- Pra quem não quer abrir o terminal, da pra configurar quase tudo sem terminal.
Fedora -- Pra coisas de baixo nível precisa de terminal e algum conhecimento
Ubuntu -- Pra coisas de baixo nível precisa de terminal , algumas configurações de rede por exemplo.
Intermediarias (pra quem não tem medo do terminal):
Debian -- Suas ferramentas de configuração tem GUI principalmente em modo texto
slackware -- Não tem ferramentas de configuração mas tem as configurações bem documentadas
ForeSight -- Distro pra quem gosta de GNOME, é tão simples de configurar quanto o gnome, mas não pense que ele vai configurar sua WiFi sozinho.
Archlinux -- Não tem ferramentas de configuração nem configurações bem documentadas, mas tem uma comunidade forte e ativa.
Para adeptos:
Gentoo -- Instalação não é trivial, exige muita leitura e sangue frio.
Sabayon -- É como o gentoo mas tem um instalador simples e vem pré-configurado, mas qualquer necessidade extra é como no gentoo, muita leitura e sangue de barata.
Gobolinux -- Distro brasileira que quebra a FileSystem Hierachy , e permite multiplas versões do mesmo pacote, além de todo o conteúdo de um pacote ser instalado em um único diretório... todo o resto é tosco como um gentoo.
Para quem realmente gosta da coisa :
LFS - Linux From Scratch , é um livro que te ensina a como fazer sua própria distro do Zero, compilando cada parte do sistema à partir do source, sem sistema de pacotes, sem configuradores sem nada do zero... Quem gosta de linux deveria instalar essa distro pelo menos uma vez na vida.
Eu passei por todas essas fases, mas não comecei pelas distros mamão com açucar, isso não existia na minha época :( Recomendo uma progressão, saindo de distros hiper fáceis, passando por mais complicadas, e se ficar fácil vá para as intermediárias, se ficar fácil vá para a dos adeptos, quando dominar tente o LFS ... Depois de passar pelo LFS não vai mais fazer diferença a distro que vc vai usar, todas se tornam iguais. Afinal vc será capaz de destruir e reconstruir qualquer distro, transformar debian em fedora, e ubuntu em gentoo, ou ainda fundir distribuições diferentes.
Depois o lance é estudar o kernel do linux, e desenvolver seu próprio kernel de sistema operacional :)
Ok , por alguma razão você não resistiu à tentação e instalou aquela versão beta do Windows 7, certo ? O problema é que o windows é um sistema operacional egoísta, não reconhece outros sistemas operacionais, e sobre-escreve os gerenciadores de boot.
Com um cd de boot do seu linux de preferência (ubuntu, fedora-live, kurumim etc...) abra um terminal e digite :
grub
Dentro do prompt do grub digite :
root(hd0,1)
setup(hd0)
quit
Estou assumindo que seu HD com a instalação do linux seja hd0,1 , ou seja segunda partição do primeiro HD. O grub conta as partições à partir de 0.
Feito isso, só correr pro abraço :)
Configurar uma máquina linux via WPA2 é simples se vc usa gnome ou KDE, mas para todo o resto do mundo deve usar wpa-supplicant. Um daemon que cria um "tunel" criptogafado entre sua placa e o servidor. A configuração é simples, basta adicionar as seguintes linhas em /etc/wpa_supplicant.conf :
ctrl_interface=/var/run/wpa_supplicant
eapol_version=1
ap_scan=1
fast_reauth=1
network={
ssid="liquuid"
psk="senh@!"
priority=5
}
network={
key_mgmt=NONE
}
Troque ssid e psk pelas infos da sua rede , e rode o daemon com o comando :
wpa_supplicant -B -Dwext -iwlan0 -c/etc/wpa_supplicant.conf
Ao reiniciar seu computador o comando deverá executado novamente, já que o archlinux não vem com um script de boot (assim como no caso do NIS). Para amenizar o problema, escrevi meu próprio, que segue abaixo :
#!/bin/bash
# source application-specific settings
. /etc/rc.conf
. /etc/rc.d/functions
case "$1" in
start)
stat_busy "Starting WPA SUUUUUUPLAICANT AHHAHAH !!!"
/usr/sbin/wpa_supplicant -B -Dwext -iwlan0 -c/etc/wpa_supplicant.conf
;;
stop)
stat_busy "Stopping WPA Daemon"
killall -9 wpa_supplicant
;;
restart)
$0 stop
sleep 1
$0 start
;;
*)
echo "usage: $0 {start|stop|restart}"
esac
exit 0
E gravei em /etc/rc.d/wpa, depois só adicionei o script no arquivo rc.conf e agora minha máquina fuciona perfeitamente com essa rede.
O problema :
Antigamente ter um hardware apple rodando linux era trivial, tirando o modem todo o resto subia sem qualquer dificuldade. Com a troca de arquitetura de PPC para i386 é provavel que os developers tenham abandonado o linux pois apesar do hardware do mac ser muito parecido com o dos PCs, quase nada vem funcionando "de graça" ...
O Fedora que tinha um suporte fantástico aos macs PPC não presta para macs-intel e fiquei na mão ... Depois de perder um tempão com o Archlinux , não quis arriscar com o gentoo, apelei e coloquei opensuse ... wow, funcionou quase tudo de primeira, e decidi manter a distro pelo seu ótimo suporte ao meu hardware.
Mas como o mundo é injusto , tive que instalar programas e bibliotecas exotéricas , que exigem versões velhas de outras bibliotecas mais extravagantes ainda, e como essas coisas são desenvolvidas em debian e para debian, naturalmente sequer compilavam no opensuse. Quando quase estava instalando debian na máquina meu debianita favorito @kov reforçou uma idéia que eu já tinha descartado, a do chroot.
Chroot significa change root , ou seja ele altera o diretório "/" de uma instância do shell, isso permite que eu mude meu shell de distribuição sem ter que rebootar a máquina. Melhor que isso, em paralelo, e quantas forem necessárias... O comando é simples :
chroot /dir /bin/bash
Onde "/dir" é o diretório onde eu tenho minha distro alternativa ...
Para resolver meu problema, precisava de um debian no meu opensuse, fiz o seguinte ...
A solução :
Primeiro precisei instalar uma distro, como não uso debian (ou demais variantes) não tenho acesso ao debootstrap, ferramenta usada para criar subdistros debian ... Pra não ter que instalar a distro em uma partição física da máquina, peguei um template de distro desses usados em máquinas virtuais , no caso os do openvz, clicando aqui . Baixei um tar do debian lenny i386 com uns 200 mb mais ou menos.
Feito isso, criei um diretório chamado /opt/debian, e descompactei a mini distro debian lá dentro usando tar -xzvpf , note que o "p" nesse comando é importante para criar os links, sockets, e manter as permissões.
Assim basta usar o comando chroot /opt/debian /bin/bash para entrar em sua sub-distro, pronto né ? Não ! Tem uns pequenos detalhes pra resolver.
Internet e rede
Para que seu sistema alternativo tenha acesso à rede e internet você deve criar/editar o arquivo (dentro do ambiente chrooted) /etc/resolv.conf , por exemplo :
nameserver 4.2.2.1
nameserver 4.2.2.2
Com isso você já pode fazer um apt-get update/upgrade :)
Suporte ao hardware
Até aqui, a distro alternativa não tem acesso aos devices do sistema principal, como partições , cameras , pendrives etc... Para habilitar esses recursos saia do ambiente chrooted (Control + d) e use esses dois comandos simples :
mount -o bind /proc /opt/debian/proc
mount -o bind /dev /opt/debian/dev
Com isso o debian alternativo terá acesso ao hardware da mesma forma que a distro principal, inclusive com poder de formatar e destruir tudo :P
Suporte ao X
Suporte ao X não se faz apenas com /dev e o /proc habilitados, tem que liberar o acesso ao Xserver à partir do cliente X (ou seja de um terminal qualquer do seu usuário normal) com o comando xhost + . Como root (da distro principal) você deve "montar" a partição /tmp dentro do ambiente chroot :
mount -o bind /tmp /opt/debian/tmp
Agora o debian alternativo tem acesso ao soquete do X . Falta só dentro do chroot executar export DISPLAY=:0.0 agora tudo que vc abrir à partir do chroot vai abrir no X normal da sua distro principal =)
Para facilitar minha vida , criei 2 scripts que automatizam esse processo para mim, com apenas dois comando entro no meu chroot e começo a usar como num terminal comum. Se alguém quiser eu disponibilizo.
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